quinta-feira, 25 de julho de 2013

Direitos Humanos: O porquê de você também precisar deles.

Por muito tempo, a elite brasileira criticou os Direitos Humanos, toda vez que os Direitos Humanos criticaram as ações da polícia.

A elite brasileira deu aval para que os policiais entrassem nos presídios e massacrassem qualquer um que estivesse lá dentro, por serem "vagabundos".

A elite brasileira deu aval cada vez que a polícia entrou na favela atirando, e pra cada morador que sumiu, a elite profanou a frase: "se a polícia pegou, é porque deve ser bandido", ou "bandido bom é bandido morto".

A elite brasileira comemorou cada vez que alguém considerado criminoso foi espancado pela polícia antes mesmo de chegar na delegacia, dentro do camburão.

Todos esses anos de aval para esta polícia despreparada e agressiva, deram aval para declarações como essa, do secretário de segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame:

"Um tiro em Copacabana é uma coisa. Na favela da Coréia é outra."

Foto: Ana Carolina Fernandes


Hoje, todo o aval que a elite brasileira deu pra polícia, está se voltando contra ela mesma. Seus jovens, cansados da violência - policial ou criminosa - saíram para protestar e, infelizmente, muitos não voltaram.

Pra PM, bandido é qualquer um que o Estado decida que é bandido. Nunca importou se a pessoa era realmente um criminoso. E hoje, os criminosos da vez são os jovens que protestam e param as grandes capitais do país, diminuindo cada vez mais a popularidade do atual governo. Não só os jovens, mas todos que entraram nessa cruzada contra os governantes e a situação deprimente que o país vive, como os médicos e advogados.




Enquanto a elite brasileira continuar a legitimar as ações violentas da polícia, a polícia e o Estado serão violentos com quem eles bem entenderem.


"Primeiro levaram os negros

Mas não me importei com isso

Eu não era negro


Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário

Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável

Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei

Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo."

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Arthur De Lio

Author & Editor

Has laoreet percipitur ad. Vide interesset in mei, no his legimus verterem. Et nostrum imperdiet appellantur usu, mnesarchum referrentur id vim.

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